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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Três dicas para começar a ler SCI-FI.

O gênero tem uma longa história de amor com a 7ª arte, pontuada por épicos cinematográficos como “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, resultado da parceria entre Stanley Kubrick, e o próprio autor, Arthur C. Clarke, além dos clássicos oitentistas como “Blade Runner” e “De Volta Para o Futuro” que apresentaram a ficção cientifica às massas.



Apesar de esse contato ter rendido memoráveis obras e conquistado o público, mantendo vivo o interesse por essas produções, a mesma visibilidade pode ter sido negada ao núcleo literário de Sci-fi, por motivos diversos. O gênero tem sido frequentemente comparado à literatura infantil, ou, em contrapartida, algo de difícil acesso.

Então, para desmistificar o nome e introduzir aos interessados (que não sabem por onde começar a ler), eu separei três obras distintas (embora essenciais) para quem quer começar a ler ficção cientifica.

1. Eu, Robô – Isaac Asimov




Foi o meu primeiro contato com Asimov, e eu bem gostaria que tivesse sido com o próprio gênero. É um livro de contos que mostra a criação, o desenvolvimento e a integração dos robôs àquela sociedade, enquanto encoraja o leitor a se aprofundar gradativamente na narrativa.

2. Realidades Adaptadas – Philip K. Dick


Você pode não conhecer esse cara, mas já esbarrou na maioria das obras dele – ou melhor, suas adaptações, como Minority Report e Vingador do Futuro, com umas caras bem conhecidas nos papéis principais; no caso, Tom Cruise e Arnold Schwarzenegger. Esse livro, aliás, reúne seus contos que serviram de base para roteiros cinematográficos. O autor te solta em uma realidade duvidosa e te guia através de uma narrativa objetiva, sem rodeios, à mercê da sua própria visão ideológica.

3. O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams











Meu primeiro contato com o autor, na verdade, foi em Doctor Who. Por isso, de certa forma, já me sentia familiarizada com seu humor... britânico (?). Douglas Adams conquista o leitor com seu tom despreocupado de contador de histórias e personagens muito, muito característicos, mas mantém nosso interesse com a forma sutil de criticar a sociedade inserindo-se nela.

Esses são, provavelmente, os “primeiros contatos” mais clássicos com esse tipo de literatura. Mas, verdade seja dita, as pessoas conhecem mais do assunto do que se imagina. A trilogia Jogos Vorazes arrebatou um grande público jovem, e a televisão não fica para trás, considerando a influência de séries como Arquivo X e/ou a atual Doctor Who.

Então, qual foi o seu primeiro contato com a ficção científica?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Game of Thrones - Conspirações, mortes, 5ª temporada. Quem são os personagens que não morreram no livro mas vão morrer na série? [SPOILERS]



ATENÇÃO: O TEXTO A SEGUIR TEM POSSÍVEIS SPOILERS!


Há poucos dias atrás George Martin disse algo muito curioso, e assustador, foram as seguintes palavras:

"Pessoas que não morreram nos livros morrerão na série, então os leitores ficarão tristes, é melhor que todo mundo já fique avisado. David Benioff e D.B. Weiss estão ainda mais sanguinários que eu."

Nesse post eu iriei falar um pouco sobre esse assunto, tentarei responder a questão "Quem são esses personagens?" minimizei o máximo possível os spoilers dos livros, para falar a verdade não tem nenhum spoiler "forte", mas tem alguns. Mas lembre-se são apenas teorias e alguns candidatos, nada certo, só saberemos de verdade quando os episódios forem ao ar.

Eu tenho 4 palpites 1 um chute alto. Não acredito que todos os 5 irão morrer, mas acho que as chances de pelo menos um deles morrer é muito alta, vamos começar:

Irmãos Clegane




Quem não lembra o final da temporada? Os dois enfrentaram lutas épicas, Cão de Caça contra Brieene e Montanha contra Oberyn (por sinal, ao meu ver a melhor luta do livro e da série), com desfechos um tanto...parecidos.

Como assim parecidos? "Um venceu e o outro não, são bem diferente." É algo que você poderia pensar e não estaria errado, mas eles são parecidos por causa da incerteza. Como assim?

Não da pra saber se eles estão vivos ou não, Sandor Clegane ficou caído no chão, sozinho e perto da morte e esse foi o desfecho dele na série, já o Montanha foi envenenado em sua luta, o Meistre de Porto Real chegou até mesmo dizer que não poderia fazer nada, assim Cersei recorreu a outra pessoa que tentaria cura-lo.

O que diz o livro: Bom... o livro praticamente está no mesmo ponto, apesar de isso ocorrer no 3º livro, o 4º e o 5º não falam muito do assunto e muito pelo contrário, a cada momento ele aumenta mais sua dúvida, tem hora que você pensa que estão vivos e em outros momentos não, realmente fazendo um nó na sua cabeça.

Por que eles podem morrer: Os diretores da série já sabem o final de Game of Thrones, assim eles já sabem a relevância de cada personagem para a historia e até mesmo quem vai morrer nos proximos livros, além de que eles já sabem a resposta para a pergunta "Os irmãos Cleganes estão vivos?" logo se a resposta for negativa, eles poderiam simplesmente matar logo essa dúvida, em vez de prolongar essa questão para uma sexta temporada.


Sor Jorah Mormont





No final da temporada ele é expulso do governo da Daenerys, ele é exilado do próprio exílio por assim dizer, o que leva a seguinte questão "O que ele vai fazer agora?", existe três repostas palpáveis para isso.

1º Voltará para Westeros
2º Se tornará um mercenário (como ele era antes de trabalhar com os Targaryens)
3º Tentará se redimir perante Daenerys

Eu já sei a resposta por ler os livros, mas independente da resposta você pode observar que nenhuma delas tem muita importância para o contexto em geral, além de que no trailer tem cenas com ele que não ocorrem no livro, lógico que isso não quer dizer muita coisa, afinal de contas, durante a série inteira tem cenas que não tem nos livros. O que realmente importa é sua baixa importância agora, e se você lembrarem, sempre que um personagem não tem mais importância perante a historia, ele morre.


Alguém da Muralha 




Essa não sei dizer ao certo quem será,  mas se você assistiu o episodio especial da 5ª Temporada, o tal episodio 0, observará um cenário novo Durolar, que aparece brevemente no trailer, nesse lugar eles falaram que gravaram umas das cenas mais ambiciosas da temporada, além de que aparece o Jon lutando nesse lugar e no livro o Jon não está lá!

Isso quer dizer algumas mudanças já, tudo indica que alguém ira morrer nesse lugar, talvez seja o Tormund ou outro amigo do Jon, mas alguém de certa relevância ira morrer nesse lugar.


Bronn




Essa sem dúvidas nenhuma é minha maior aposta. Por quê?

No final da quarta temporada ele se casa e vai viver com sua esposa nobre, ele fala isso em uma conversa com o Tyrion, no livro depois que ele se casa, ele simplesmente desaparece da historia, como se não tivesse mais importância nenhuma.

Mas aí vem o interessante, no trailer aparece ele brevemente lutando com uns caras vestidos numa pegada de oriente médio e tal, porém ninguém se veste assim em Westeros, apenas lá pelos outros lados, região onde está Daenerys.

Aí vem a pergunta. "O que maldições ele está fazendo lá?" Provavelmente indo atrás do Tyrion, o que por si só já é uma historia completamente nova, como disse antes, no livro ele apenas fica com suas esposa. 

Como é uma historia nova, com um personagem que não tinha mais importância nenhuma, nenhuma mesmo, ele não é nem lembrado nos dois últimos livro. Tudo indica que ele é um candidato muito forte para morrer.





É isso, como disse, difícil morrer todos eles, mas provável que pelo menos um encontre seu final. Mas não esqueça ainda tem muitas mortes e mortes que também acontece no livro, então fica esperto, Valar Morghulis.

Qual seu palpite? Quem irá morrer?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Game of Thrones — George R.R.Martin avisa que a 5ª temporada terá mortes que não ocorreram nos livros e outras novidades



Durante a cerimônia de entrega dos prêmios do WGA 2015, George R.R.Martin, no qual foi um dos convidados, avisou aos fãs sobre alguns desfechos inesperados para alguns personagens na série, falou sobre quantas temporadas ainda teremos e quantidade de livros a serem publicados:

"Pessoas que não morrem nos livros morrerão na série, então até os leitores ficarão tristes, é melhor que todo mundo já fique avisado. David Benioff e D.B. Weiss estão ainda mais sanguinolentos do que eu".

“Não está certo ainda. Este ano é a quinta temporada, a HBO anunciou a sexta temporada no ano passado. Teremos uma 7ª, 8ª ou 9ª, ninguém sabe. Eles só renovam uma ou duas temporadas de cada vez. Depois de fazermos a 6ª temporada, talvez nós tenhamos uma renovação para a 7ª e 8ª. Isso tudo depende, televisão é um meio muito variável. “

“Sim, é o programa mais quente na TV agora, mas será que vai ser o programa mais quente na TV daqui a dois anos? Séries populares vem e vão, a televisão sofre mudanças e eu vivi isso antes. Eu certamente espero que nós possamos contar toda a história. Porque independente do que aconteça com a série eu vou terminar os livros, serão sete livros. Mas cada um destes livros tem 1.500 páginas e cada um deles tem material suficiente por várias temporadas. Eu tenho mais dois livros, o que eu estou escrevendo agora, “The Winds Of Winter“, e depois o último livro,“A Dream of Spring”, de modo que esses serão os dois livros finais. Mas estamos falando de 3000 páginas de material. Quantas temporadas isso dá? Aí é com David e Dan.”

A 5ª temporada de Game of Thrones chega em 12 de abril na HBO.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Inferno, de Dan Brown - Resenha



 Inferno é um livro do grande Escritor e Pesquisador Dan Brown (Autor de livros como Código da Vinci e Anjos e Demônios). Nesse livro ele trás de volta o renomado Simbologista Robert Langdon, desta vez entramos de cabeça em Florença.


 Sinopse

 No meio da noite, o renomado simbologista Robert Langdon acorda de um pesadelo, num hospital. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor ideia de como foi parar ali.

 Ao olhar pela janela e reconhecer  a silhueta do Palazzo Vecchio, em Florença, Langdon tem um choque. Ele nem se lembra de ter deixado os Estados Unidos. Na verdade, não tem nenhuma recordação das últimas 36 horas.

 Quando um novo atentado contra a sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e, para isso, conta apenas com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks.

 De posse de um macabro objeto que Sienna encontrou no paletó de Langdon, os dois têm que seguir uma série inquietante de códigos criada por uma mente brilhante, obcecada tanto pelo fim do mundo quanto por uma das maiores obras-primas literárias de todos os tempos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.



 Inferno é um livro sem sombra de dúvidas com uma grande história, afinal todas as histórias que temos o grande Professor Langdon são grandes histórias, tanto na sua parte histórica quanto propriamente no romance de Dan Brown, como descrito na sinopse, Langdon simplesmente surge em Florença, cidade italiana na qual um dos maiores nomes da literatura Florence nasceu, Dante Alighieri. Dante é tão citado devido a mente mais doentia de todos os tempos o geneticista Bertrand Zobrist, grande apreciador de suas obras, principalmente a mais famosa, A Divina Comédia

 Como de costume temos uma jovem talentosa e atraente na vida do Professor, dessa vez é Sienna Brooks uma médica na qual está destinada à ajuda-lo em sua busca ao o que está realmente acontecendo em sua vida. Robert é perseguido por alguma espécie de soldados de algum lugar, não identificado por ele, e ele nem se quer sabe o por que. A única coisa que o professor sabe é que ele tem uma espécie de projetor, que mostra uma imagem, a imagem do Inferno de Dante, criada na visão de Botticelli, porém modificada, ele e a doutora estudam isso, e com afinco tenta buscar soluções para tentar se lembrar do que aconteceu nos últimos dias. Em meio a isso Langdon tem algumas visões, coisas relacionadas a acontecimentos que ele não se recorda, mas isso o ajuda com a descoberta tanto do misterioso objeto quanto com o que aconteceu em sua vida. 


 Inferno de Dante - Representação de Sandro Botticelli



 No meio da trama do livro, além de termos a equipe de soldados desconhecidos, temos a intervenção da Doutora Elizabeth Sinskey, diretora geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), mas por que ? Porque Zobrist planeja liberar uma espécie de vírus que reduza parte da população mundial evitando uma catástrofe futuramente com uma superpopulação.


 Dan Brown nos prende a essa literatura fantástica criando personagens cheios de vida, e nos surpreende a cada página que lemos, passamos por lugares como a Galleria degli Uffizi, o Duomo de Florença, Basílica de São Marcos, Palazzo Vecchio, Corredor Vasari (Giorgio Vasari), os Jardins Boboli e muito mais. 


 Eu como grande apreciador dos livros de Dan Brown, digo com todo prazer que o livro tem crescimento repentino dos personagens, mesmo nós já conhecendo o Simbologista, o avanço que o livro vai tomando é fantástico, algumas surpresa são realmente de explodir a cabeça, o livro super vale a pena, na minha opinião o livro vai de bom a melhor, de qualquer forma se você não leu, leia!!! E se você é um daqueles que diz ter preguiça de ler, espere apenas um pouquinho que logo mais teremos Tom Hanks novamente na pele do professor. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

As Crônicas de Gelo e Fogo — O enredo original lá de 1993!



Em 1993, Martin escreveu uma carta ao seu editor enviando as primeiras 170 páginas (que seriam 13 capítulos) da sua grande trilogia (sim, trilogia) As Crônicas de Gelo e Fogo. E recentemente começaram a circular pela internet fotos de três dessas páginas.

Uma das diferenças mais gritantes é, claro, o fato de que As Crônicas foram idealizadas como uma trilogia, e não como essa saga de sete livros (pelo menos até onde sabemos), fato esse que chega a lembrar A Roda do Tempo (que também foi originalmente idealizada como trilogia, antes de serem 14 livros).




Enfim, os nomes dos livros já são conhecidos: A Guerra dos Tronos, A Dança dos Dragões e Os Ventos do Inverno. Além disso, a primeira carta conta partes do enredo: o primeiro livro, por exemplo, focaria na rixa entre os Stark e os Lannister, o segundo focaria na invasão Dothraki liderada por Daenerys Targaryen e o terceiro seria focado nos Outros, a força maligna do Norte da Muralha.

E é na segunda página que o enredo começa a ficar meio bizarro. De acordo com a carta, cinco personagens seriam os principais: Bran Stark, Arya Stark, Tyrion Lannister, Jon Snow e Daenerys Targaryen. Parece ser um bom indício de quem vai ficar vivo ao final da saga, hein!

A história vai mais além. Segundo a carta, Sansa se casaria com Joffrey e engravidaria, Robb seria o rebelde de sempre mas morreria em batalha após ferir Joffrey. Catelyn seria morta pelos Outros depois de fugir para a Muralha com os filhos já que Winterfell havia sido queimada por Tyrion Lannister! O_O




Agora, ao melhor estilo de livrinho YA tipo Jogos Vorazes, Game of Thrones também teria um triângulo amoroso: ao fugir com sua mãe para a muralha, Arya perceberia que estava apaixonada por Jon Snow, seu meio-irmão (quanto ao incesto, George Martin sempre foi simpatizante, pelo jeito! eUAEhaueUAehauehUAeh). De acordo com as palavras do próprio Martin: "A paixão deles será um tormento para Jon e Arya por toda a trilogia" porque, ao fim, Tyrion Lannister se veria apaixonado por Arya! O_O

Além disso, temos também outros personagens conhecidos como Viserys Targaryen ou Khal Drogo. E é aqui que começa a ficar interessante novamente: Daenerys descobriria que, para a frustração de seu irmão Viserys, Khal Drogo teria pouco interesse em invadir os Sete Reinos. Depois de tanto encher o saco, Viserys seria morto por Drogo e, após muito tempo, Daenerys mataria Drogo em vingança, levando a diante a invasão! O_O




Haveria também Jaime Lannister, que iria suceder Joffrey no trono de ferro depois de matar todos as pessoas que seriam os legítimos sucessores e botaria a culpa em Tyrion, que seria exilado. O_O

Benjen Stark, tio de Jon, seria o Lorde Comandante da Patrulha da Noite e seria sucedido por Jon (por algum motivo).

Por fim, o ponto que provavelmente levaria todo teórico da conspiração à loucura, que é "o segredo sobre os verdadeiros pais de Jon seria finalmente revelado no último livro".

Pois é. Algumas mudanças gritantes aconteceram com o passar dos anos (graças a Deus) e Martin resolveu deixar a história amadurecer um pouco e deixar de ter aquele ar de novela mexicana...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Star Wars: Herdeiro do Império, de Timothy Zahn - Resenha



Autor: Timothy Zahn
Editora: Aleph
Gênero: Sci-Fi
472 páginas


Herdeiro do Império
Sinopse:

"Luke, Han e Leia enfrentam uma nova ameaça. Cinco anos após a destruição da Estrela da Morte, a ainda frágil República luta para restabelecer o controle político e curar as feridas deixadas pela guerra que assolou a galáxia. O Império, porém, parece não ter morrido com Darth Vader e o imperador. Habitando os confins da galáxia, o grão-almirante Thrawn, gênio militar por trás de diversas ações imperiais, ainda luta para reconquistar o poder perdido. A bordo do destroyer estelar Quimera, ele descobre segredos que lhe darão a chance de destruir definitivamente o que restou da Aliança Rebelde, para assim retomar o domínio da galáxia e controlar os últimos dos Jedis."

Trama:

Obs:Apesar de ter sido publicado ano passado no Brasil o livro já existe há mais de dez anos, então não tem nada pensando em conjunto com o Star Wars VII

O livro se trata do que viria após os acontecimentos do último filme do Star Wars (cronologicamente), o que aconteceu com Luke, Leia, Han Solo e Chewbacca? A historia mostra praticamente quatro lados, dos três personagens clássicos e de um novo personagem, um tal grão-almirante Thrawn, que é o grande ponto do livro.

O novo vilão (não vou dizer que é melhor que o Darth Vader, por que né...) mas ele consegue ser tão extraordinário que durante sua leitura você não sente a falta de um Lorde Sith, ele é um grande estrategista que em momentos decisivos vem com planos cabulosos e linhas de raciocínios que você mesmo não consegue acreditar como ele pensou nisso e quase torce pra ele.

Outro personagem super interessante e enigmático é o contrabandista Karrde, que em muitos momento do livro trás curiosidade para sua mente, em que lado ele está? Além da obscura personagem Mara Jade.

Além obviamente de matar saudades dos personagens clássicos, acredite tem em momentos que é tao bem escrito que você quase ouve a voz do Harrison Ford nas falas do capitão Solo.

Vale a Pena?

Muito simples. Se você é fã de Star Wars vale a pena sim ler esse livro.


NOTA FINAL: 3/5

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Ponto de Impacto, de Dan Brown — Resenha



Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller, Ficção
440 páginas


Ponto de Impacto


Ponto de Impacto (Deception Point) é um livro de ficção e thriller policial e é o terceiro livro escrito pelo mais que consagrado autor norte-americano Dan Brown — o mesmo responsável por O Código Da Vinci —, tendo sua edição original publicada pela primeira vez no ano de 2001 pela editora Simon & Schuster. Aqui no Brasil o livro foi publicado pela primeira vez no ano de 2005 pela editora Arqueiro (selo da editora Sextante).

A trama


Sinopse: 

"Quando a NASA encontra um enorme meteorito enterrado na geleira Milne, no alto Ártico, contendo fósseis – uma prova irrefutável da existência de vida extraterrestre - as autoridades políticas americanas se movimentam para tomar vantagem de tal acontecimento. O fascinante achado acontece exatamente quando a NASA se tornou uma questão central na disputa pela presidência que está para acontecer. O candidato à reeleição, o presidente Zachary Herney, vem perdendo pontos com os ataques de seu oponente, o senador Sedgwick Sexton, à ineficiência e aos gastos excessivos da agência espacial.

Para evitar especulações sobre a autenticidade do meteorito, a Casa Branca convoca Rachel Sexton, analista do NRO – o Escritório Nacional de Reconhecimento – e filha do adversário do presidente, para verificar os dados levantados pela NASA. Além dela, quatro renomados cientistas são enviados para o Ártico, entre eles o oceanógrafo e apresentador de TV Michael Tolland.

Mas quando suspeitas de fraude surgem, os cientistas passam a ser caçados por uma equipe de assassinos profissionais, controlada à distância por um inimigo poderoso. Tentando escapar da morte, Rachel e Michael enfrentam os perigos da gelada paisagem do Ártico e inúmeras outras ameaças enquanto tentam descobrir quem se esconde por trás dessa genial armação."


Pois bem, a obra nos apresenta a um Estados Unidos em meio a corrida de eleição presidencial. O Senador Sedgewick Sexton está concorrendo para o cargo do homem mais poderoso do mundo enquanto o já presidente Zachary Herney tenta sua reeleição. Uma das principais armas do Senador Sexton durante sua campanha foi criticar fortemente a NASA e todos os prejuízos que a organização vinha causando ao governo. Há décadas que a organização espacial não fazia mais do que um projeto fracassado e que custasse bilhões de dólares. De acordo com o Senador, porquê não pegarmos esse dinheiro que está sendo mal-gasto e usarmos na educação ou na saúde?

E isso somado ao fato de que o atual presidente Herney é um verdeiro entusiasta da NASA, abrindo mão de bilhões de dólares para financiar os projetos da organização, só contribuía para a campanha do Senador Sexton que, segundo as pesquisas, já era praticamente o próximo presidente e as votações só eram necessárias pelo simples fato de que é o procedimento correto.

Entretanto, uma descoberta realizada pela NASA revelou um meteorito no Ártico que poderia conter vida extraterrestre e, caso isso realmente você comprovado, todos os esforços e o dinheiro gasto pelo atual presidente Zachary Herney seriam recompensados e sua reeleição seria mais do que certa. Então, depois de saber dessa notícia, o presidente envia 4 cientistas civis, em nada relacionados com a NASA, para confirmar a veracidade da descoberta. Porém, lá no Ártico, esses cientistas descobrem que "a coisa não é bem assim".

O "jeito Dan Brown de ser"


Mais uma vez, as características principais da escrita do Dan Brown, isto é: o fato de os personagens principais serem um homem e uma mulher, de a trama se passar em poucos dias, e a fórmula "ação, ação e ação seguida de muito suspense com reviravoltas e um final surpreendente" estão de volta e em grande estilo.

O modo que o autor escreve te prende do início ao fim, deixando sempre aqueles "cliffhangers" no fim de cada capítulo, além de ser muito fluída e, consequentemente, rápida.

Entre tudo isso, ainda há os personagens extremamente carismáticos e "humanos" (ou seja: realistas) e uma história devidamente muito bem-construída.

Por fim, ainda há o "fator conhecimento" que quase todos os livros do autor (com exceção de Fortaleza Digital) trazem. Ou seja, você aprende bastante coisa — desde conhecimentos gerais até mais específicos — enquanto lê a obra, o que torna esse livro duplamente interessante.

Claro que ainda existem alguns momentos em que você vai parar de ler e pensar "mas eu duvido que isso teria acontecido" mas, de certa forma, até esses momentos têm "seu charme" e você acaba simpatizando também.

Vale a pena?


Com uma história bem-construída, personagens realistas com quem você se preocupa de verdade e uma escrita inteligente, "Ponto de Impacto" é praticamente obrigatório para quem gosta de thrillers policiais ou um bom suspense e é de suma importância para quem é fã do autor. E, se você não conhece Dan Brown, esse livro é o ideal para tal.



Outras capas:





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Fortaleza Digital, de Dan Brown — Resenha



Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller, Ficção
297 páginas


Finalmente, voltando à ativa depois das festas de fim de ano! Os Titans estão de volta!

Agora, sem mais ladainhas e frescurites, vamos ao que importa nesse post, a primeiríssima resenha do ano: Fortaleza Digital!


Fortaleza Digital


Fortaleza Digital (Digital Fortress) é um livro de ficção e thriller policial e é o primeiro livro do mais que consagrado autor norte-americano Dan Brown — o mesmo por trás do sucesso absoluto O Código Da Vinci —, tendo sua edição original publicada pelo primeira vez no ano de 1998 pela editora St. Martin's Press. Aqui no Brasil, o livro foi publicado pela primeira vez no ano de 2005 pela editora Arqueiro (selo da editora Sextante).

Antes de seguirmos, uma curiosidade: Fortaleza Digital pode ganhar uma adaptação para a TV pelo canal ABC. O canal já encomendou o piloto e, caso seja aprovado, ele irá ao ar, embora não haja data prevista. E parece que a série vai ser dirigida pelo mesmo diretor das duas adaptações de livros do autor para o cinema (Anjos e Demônios e O Código Da Vinci), Ron Howard.

A trama


Sinopse:

"Quando o invencível computador da NSA (Agência de Segurança Nacional), programado para decifrar qualquer código, se depara com um novo e misterioso código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa, a bela matemática Susan Fletcher. Aquilo que ela descobre faz tremer os corredores do poder. A NSA está sendo mantida como refém... não por armas ou bombas, mas por um código tão engenhosamente complexo que, se divulgado, irá causar grandes danos aos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Presa em uma teia de segredos e mentiras, Susan tenta de todas as formas salvar a organização na qual sempre acreditou. Sem ninguém em quem confiar, ela se descobre lutando não apenas por seu país mas por sua própria vida, e no final, pela vida do homem que é sua grande paixão."


Fortaleza Digital se foca na Agência de Segurança Nacional americana, a NSA, que criou um supercomputador de bilhões de dólares capaz de decifrar qualquer código criptografado interceptado pela agência na internet. O problema surge quando um super-mega-ultra hacker fodão cria um algoritmo inquebrável pelo supercomputador. Como forma de "se garantir", o hacker ainda avisa que as únicas pessoas que possuem a chave para quebrar o algoritmo são ele e mais um amigo e, caso algo aconteça a ele próprio, esse amigo vai soltar o algoritmo na internet e todos poderão baixá-lo, encriptar suas mensagens com o "Fortaleza Digital" (o tal algoritmo) e a NSA ficará à frente à leva de milhões de mensagens que são trocadas diariamente sem poder interceptá-las e decifrá-las, inclusive mensagens de comunicações internas de células terroristas e etc. 

O grande problema surge quando alguém misterioso mata o tal hacker...

Todas as características que fizeram Dan Brown ser tão aclamado


Assim como esse foi o primeiro livro que Dan Brown escreveu, em 1998, foi também o primeiro que eu li, no ano passado. Sim! Eu nunca havia lido Dan Brown, já até assisti os filmes, mas nunca li os livros! Pelo menos até o dia 24 de dezembro de 2014.

Enfim, pelo que vi depois que terminei de ler esse livro e os outros dois que acabei lendo em seguida (Ponto de Impacto e Anjos e Demônios, esperem resenhas aqui no blog!) é que o Dan Brown segue sempre a mesma formula de ter sempre dois personagens (um homem e uma mulher), ação incessante, suspense incessante, uma super-mega reviravolta e um final super-ultra-mega-blaster surpreendente. Ou seja, essa formula de sucesso dele já estava presente desde o seu primeiro livro, e é uma formula que funciona super-bem!

Mas nem tudo é perfeito...


Pois é. Por mais que esse livro seja muito bom, ele não está livre de alguns probleminhas. A história, por exemplo, não é tão profunda e bem desenvolvida como as dos outros livros do autor, e nem os personagens são tão cativantes assim (com algumas ressalvas). Outra coisa que pode te fazer querer jogar o livro pela janela é o fato de que algumas vezes você vai ficar irritado com algum personagem por ele não conseguir achar a solução para um problema sendo que tal solução está BEM DEBAIXO DO NARIZ DELE! E não é aquele "debaixo do nariz" que se mantém escondido, como o autor acaba fazendo nos próximo livros, mas sim aquele "debaixo do nariz" que está, literalmente, MUITO óbvio e ainda assim, nada do personagem se tocar.

Vale a pena?


É claro que, como você pode ter percebido, apesar dos pesares, eu gostei bastante do que li. Embora hajam algumas coisas que hoje você pode olhar e pensar "mas isso é muito besta", principalmente quando se trata de tecnologia, como o modo que o autor descreve um aparelho de GPS no carro de um personagem, considerando que hoje o GPS seja a coisa mais banal possível. Entretanto temos que lembrar que o livro foi escrito na década de 90, quando o GPS não era nem um sonho das massas (embora o governo já o possuísse desde pelo menos 1970).

Enfim, se você curte Dan Brown, esse livro é obrigatório. Se você não se importa com tramas que não sejam tão profundas, vá fundo também. Agora se você prefere tramas super-complexas e/ou não gosta do Dan Brown, talvez não será esse livro que vá fazer você gostar.



Outras capas:




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O Espadachim de Carvão, de Affonso Solano — Resenha



Autor: Affonso Solano
Editora: Fantasy/Casa da Palavra
Gênero: Fantasia, Medieval
255 páginas


O Espadachim de Carvão


O Espadachim de Carvão é um livro de fantasia medieval escrito pelo brasileiro Affonso Solano (sim, ele mesmo! Aquele que é muito conhecido principalmente pelos nerds brasileiros por criar o famoso Matando Robôs Gigantes, ou MRG) e é o primeiro de uma série (cujo número de livros ainda não está definido), com o segundo livro previsto para ser lançado no segundo semestre de 2014, tendo sido publicado pela primeira vez no ano de 2013 pela editora Fantasy/Casa da Palavra (da LeYa Brasil). É o livro de estreia do autor.

A trama


Sinopse:

"Kurgala é um mundo abandonado por Quatro Deuses. Adapak é filho de um deles. E agora ele está sendo caçado. 
Perseguido por um misterioso grupo de assassinos, o jovem de pele cor de carvão se vê obrigado a deixar a ilha sagrada onde cresceu e a desbravar um mundo hostil e repleto de criaturas exóticas. 
Munido de uma sabedoria ímpar, mas dotado de uma inocência rara, ele agora precisará colocar em prática todo o conhecimento que adquiriu em seu isolamento para descobrir quem são seus inimigos. Mesmo que isso possa comprometer alguns dos segredos mais antigos de Kurgala."


A trama de "O Espadachim de Carvão" nos apresenta ao mundo fantástico de Kurgala, uma terra criada pelos "Quatro que são um", os Quatro Grandes Deuses que criaram Kurgala e suas diversas espécies. Em meio a todo esse mundo, nós somos apresentados a Adapak, o jovem filho de um desses Deuses e, graças à sua "linhagem divina", ele é um ser único dentre todas as várias espécies dos quatro continentes de Kurgala: sua pele é completamente negra como carvão (daí o nome), não tem pelos no corpo (inclusive cabelos), seus olhos são brancos e ele não possui unhas, nariz ou orelhas, apenas orifícios para esses dois últimos.

Adapak cresceu isolado do resto do mundo e tento pouquíssimo contato com as outras espécies em uma caverna numa ilha sagrada protegido por seu pai. Todo o conhecimento que o jovem tem sobre Kurgala e as raças que nela vivem foi adquirido basicamente através dos livros.

Criatividade, genialidade e simplicidade, tudo num livro só


"O Espadachim de Carvão" é uma obra rara. A obra conta uma mitologia única e extensa (que o próprio Affonso diz que foram necessários 10 fucking anos para que ela fosse idealizada), num mundo completamente novo e vasto. Pra você ter uma ideia, existem diversas raças sapientes que povoam Kurgala e várias espécies únicas de animais selvagens (te desafio a encontrar uma só que exista no mundo real). Até mesmo o modo de se contar anos é diferente (aqui são contados em ciclos) e até unidades de medidas (nada de metros por aqui), dentre outras. Kurgala é um mundo criativo e genial que vai deixar o leitor de queixo caído.

Outra genialidade do autor, por assim dizer, foi o modo como ele resolveu abordar a história. Ao passo em que Adapak conhece novas criaturas, visita novos lugares ou presencia novos acontecimentos, nós vamos aprendendo com ele! Até mesmo o mapa do mundo de Kurgala não se encontra nesse primeiro livro, de modo que nós vamos conhecendo o mundo junto com o personagem. Já no segundo livro, o mapa estará presente, reforçando a ideia de "aprendizado" com o passar das páginas.

O modo como o autor desenvolveu os personagens, tanto coadjuvantes como o próprio Adapak é fenomenal. Com destaque para Adapak que é, cuja própria sinopse do livro diz, dotado de uma inocência rara. Tudo que ele aprendeu sobre Kurgala foi através dos livros e, quando ele finalmente deixa sua moradia, o que ele se depara é completamente diferente. É aqui que Adapak tem um "choque de realidade", ao ter que lidar com um mundo que é muito mais mal e perverso do que seus livros podiam contar. Ele encara triste e horrorizado guerras sem sentido, preconceitos e a natureza dos mortais e o modo como ele vai amadurecendo com o virar de páginas só nos deixa ainda mais envolvidos. Ponto pro Solano!

A simplicidade fica por conta da narrativa, que não é nem um pouco difícil de acompanhar e entender. Com descrições na medida certa e sem muito prolongamento de cenas desnecessárias, a leitura de "O Espadachim de Carvão" flui lindamente.

A construção do livro é simples mas eficaz. Com páginas amareladas, orelhas e acabamento em brochura, o livro é bonito. Com destaque para a arte da capa, que é bem bonita e cuja cena é identificável facilmente pelo leitor depois de ler o livro.

Vale a pena?


Com toda a certeza. "O Espadachim de Carvão" é uma obra única de fantasia e enche qualquer brasileiro do orgulho só pela sua nacionalidade. É um prato cheio para os nerds amantes da fantasia medieval e uma ótima porta de entrada para quem quer conhecer o estilo. Com uma narrativa simples e fluida, a obra tem só um "problema": não durar mais. Você tem que ler "O Espadachim de Carvão".


Algumas (longas) citações: 

"— Esses Círculos são como se fossem uma “luta”, então?
— Hmm… Mais ou menos – ele respondeu, torcendo os lábios. – Telalec não gosta de chamá-los assim. Ele diz que “amadores 'lutam', profissionais ‘resolvem'"." T'arish e Adapak, página 26.

"(...) — Sim, mas insetos não têm consciência. 
 — Ah, exatamente... — falou Telalec, começando a caminhar pela margem da tapeçaria. — Eles não possuem consciência, mas também são deficientes de outra coisa que nós temos em abundância.
 — O quê?
Ganância — ele falou, tocando o coto esquerdo na têmpora. — Os formaggu interrompem o ataque uma vez que tenham o suficiente. Nós, não. Nós queremos mais. Sempre."Adapak e Telalec, página 105.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O Cavaleiro dos Sete Reinos, de George R. R. Martin - Resenha



Autor: George R. R. Martin
Editora: LeYa
Gênero: Fantasia, Medieval
416 páginas


O Cavaleiro dos Sete Reinos


O Cavaleiro dos Sete Reinos é um livro escrito pelo já consagrado autor norte-americano George R. R. Martin, autor das já conhecidas As Crônicas de Gelo e Fogo — iniciadas em A Guerra dos Tronos (A Game of Thrones) e continuada em A Fúria dos Reis (A Clash of Kings), A Tormenta de Espadas (A Storm of Swords), O Festim dos Corvos (A Feast for Crows), A Dança dos Dragões (A Dance of Dragons) e os vindouros The Winds of Winter e que será finalizada em A Dream of Spring. Este livro em questão se passa no mesmo universo de Westeros. O livro em questão é, na verdade, uma reunião dos três primeiros contos de Dunk e Egg (The Tales of Dunk & Egg, originalmente) em uma única edição, publicado pela editora LeYa aqui no Brasil. É sabido que Martin ainda está escrevendo os contos e a previsão é que hajam "de sete a doze" deles, que continuarão a serem publicados em antologias lá no exterior e não há previsão da LeYa para trazê-los para cá.

A trama


Sinopse:

"Duzentos anos após a Conquista, a dinastia Targaryen vive seu auge. Os Sete Reinos de Westeros atravessam um tempo de relativa paz, nos últimos anos do reinado do Bom Rei Daeron.

É neste cenário que Dunk, um menino pobre da Baixada das Pulgas, tem uma chance única: deixar a vida miserável em Porto Real para se tornar escudeiro de um cavaleiro andante. 
Quando adulto, o cavaleiro morre e Dunk decide tomar seu lugar e fazer fama no torneio de Campina de Vaufreixo.

É quando conhece Egg, um menino de dez anos, cabeça totalmente raspada, que é muito mais do que aparenta ser. Dunk aceita Egg como seu escudeiro e, juntos, viajam por Westeros em busca de trabalho e aventuras. Uma grande amizade nasce entre eles – uma amizade pela vida toda, mesmo quando, anos mais tarde, os dois personagens assumem papéis centrais na estrutura de poder dos Sete Reinos.

As aventuras de Dunk e Egg trazem para os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo a oportunidade única de vivenciar outro momento da história de Westeros, de conhecer e analisar fatos que teriam desdobramentos noventa anos depois, na guerra dos tronos."


"O Cavaleiro dos Sete Reinos" nos apresenta a história do cavaleiro andante chamado Dunk — também conhecido como o famoso Sor Duncan, o Alto — e Egg, seu escudeiro, em suas andanças pelos Sete Reinos de Westeros cerca de noventa anos antes dos acontecimentos do primeiro livro da saga que consagrou Martin como um dos melhores autores da atualidade.

A história é mais simples e mais leve do que a que vemos em "As Crônicas de Gelo e Fogo". Enquanto vagava pela internet, encontrei no site Game of Thrones BR um autor dizendo que "O Cavaleiro dos Sete Reinos" é para "As Crônicas de Gelo e Fogo" o que "O Hobbit" é para "O Senhor dos Anéis". Isso é verdade... até certo ponto.

É Martin mas ao mesmo tempo não é


O livro tem uma premissa bacana mas não é executada de maneira tão bacana assim, sabe?

Veja bem: a construção de personagens é fantástica e tem a qualidade assinada de Martin. A relação entre Dunk e Egg é muito boa, convincente e até mesmo bonita em alguns momentos, assim como a personalidade dos outros personagens mais importantes da obra. Sor Glendon, Sor Lucas Inchfield, Rohanne Webber, etc. Todos eles têm personalidade forte o bastante para te cativar, sim.

O maior problema mesmo é que essas histórias, pelo menos ao meu ver, não parecem que foram escrita "com vontade", entende? A primeira história começa bem, a segunda história consegue se manter de pé mas a terceira desmorona num final previsível e não muito empolgante, mas algo que poderá ser corrigido nos próximos contos, talvez. Ainda queremos saber como Dunk e Egg terminarão (ok, eu sei que muitas pessoas sabem como os dois terminam, inclusive eu sei, mas quero saber como chegarão até esse final. Afinal de contas noventa anos é tempo pra car*@!#).

E, na frase que diz que "O Cavaleiro" é para "As Crônicas" o que "O Hobbit" é para "O Senhor dos Anéis", e eu disse que era verdade até certo ponto é porque: Sim, o livro é mais simples, mais curto e, de certa forma, menos profundo como O Hobbit, mas não é nem de longe tão épico.

Os erros e acertos


História à parte, é de se destacar a construção do livro é boa, mas também só até certo ponto. A LeYa fez um bom trabalho principalmente com a capa do artista Marc Simonetti, que é muito bonita. Já na diagramação, não é tudo florido e lindo. Muitos erros recheiam a obra, como "um" ao invés de "uma", ou "Durk" ao invés de "Dunk" são apenas alguns dos que encontrei. Mas não é nada que comprometa a narrativa. Você vai, talvez, ter que ler algumas vezes a mesma "passagem" para finalmente cair a ficha.

Outra coisa é que a minha edição não tem 416 páginas... Ela é a edição pocket que veio no box d'As Crônicas e tem só 381. Mas pelo que sei, toda a história tá lá... Não pergunte.

Vale a pena?


Enfim, "O Cavaleiro dos Sete Reinos" nos apresenta à uma história do mesmo universo d'As Crônicas, mas que não é tão profunda e nem de longe tão empolgante e marcante como sua "irmã mais velha".

Sim, ele traz algumas informações a mais do universo de Westeros e Essos e tem uma leitura mais leve e com menos informação, perfeito começo para quem ainda não entrou na série, mas, se você não for fã ou não quiser se aprofundar tanto assim na história de todo o universo, "O Cavaleiro dos Sete Reinos" pode ser pulado tranquilamente e só "As Crônicas" já bastarão.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Tenha a chance de explorar a Terra Média, ao estilo Google Maps! E ainda rola um game!



O Google, sempre lindo (afinal, é ele que mantém esse blog no ar!), disponibilizou na net, como parte da campanha de divulgação do terceiro e último filme da franquia O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, um aplicativo que apresenta o mundo de O Senhor dos Anéis.

O aplicativo, chamado "Uma Jornada pela Terra Média", é gratuito e permite que o usuário ande pela Terra Média ao melhor estilo Google Maps de ser, sem contar que é interativo! E AINDA ROLA UM GAME! <3 p="">
"Siga as pegadas dos heróis, junte-se à batalha épica e explore locais da trilogia de filmes em uma experiência imersiva na Web criada para o Google Chrome. Para laptops, smartphones e tablets."

Como você viu, o aplicativo é grátis e, além das versões para smartphones e tablets, também é possível acessar direto do navegador, sem nenhum instalar nenhum plug-in, através das tecnologias HTML 5, Javascript e todas aquelas linguagens que todo mundo aqui ama! (ou não)

Qualquer navegador pode acessar o treco (ao menos na teoria), mas é recomendado que você use o Chrome.

Para ver essa belezinha, acesse: theHobbit.com

Aliás, confira um vídeo demonstrando o app:


domingo, 23 de novembro de 2014

O Último Reino, de Bernand Cornwell, vai ganhar uma minissérie da BBC!

Imagem kibada lá do Jovem Nerd :D


O Último Reino (The Last Kingdom), primeiro livro da saga d'As Crônicas Saxônicas (The Saxon Stories/The Saxon Tales/The Warrior Chronicles), do mestre Bernard Cornwell, vai ganhar uma minissérie produzida por ninguém mais do que a BBC, a mesma responsável pelo sucesso que é a adaptação do detetive das obras de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock!

A série conta a história de Uthred Ragnarson, um órfão nascido em Nortúmbria, no século IX, mas que, com 9 anos, foi capturado como escravo e criado por um viking dinamarquês. A história tem lugar durante as invasões dinamarquesas na na Inglaterra, quando todos menos um reino britânico são conquistados. Nas gélidas terras da Dinamarca, Uthred aprende o modo de vida viking enquanto são destino está indiscutivelmente ligado a Alfredo, o Grande, rei de Wessex, e às guerras viking-britânicas e pagã-cristãs.

A série é composta, até agora, por 8 livros (!) — sendo eles O Último Reino (The Last Kingdom), O Cavaleiro da Morte (The Pale Horseman), Os Senhores do Norte (The Lords of The North), A Canção da Espada (Sword Song), Terra Em Chamas (The Burning Land), Morte dos Reis (Death of Kings), O Guerreiro Pagão (The Pagan Lord) e o oitavo livro, ainda não lançado no Brasil, The Empty Throne — e ainda não tem um fim previsto.

A minissérie da BBC que vai adaptar o primeiro livro, O Último Reino, já começou a ser produzida e deve ir ao ar no canal BBC 2 em algum momento de 2015. A produção vai contar com 8 episódios. Não se sabe se a emissora pretende adaptar os outros livros, mas dependendo do sucesso dessa primeira empreitada, é de se assumir que ela vá continuar apostando. Uma concorrente de peso para Game of Thrones pode estar a caminho.

Caso você não saiba, o mestre Bernard Cornwell é autor de mais de 40 obras de sucesso, como a série Em Busca do Graal, As Aventuras de Sharpe e As Crônicas de Artur (que você pode conferir da saga completa, do primeiro ao terceiro livro, aqui, aqui e aqui, respectivamente), entre muitos outros.

domingo, 16 de novembro de 2014

Prince of Thorns, de Mark Lawrence - Resenha



Autor: Mark Lawrence
Editora: Darkside Books

Gênero: Fantasia, Medieval
355 páginas



Prince of Thorns


Prince of Thorns é o primeiro livro da Trilogia dos Espinhos (The Broken Empire Trilogy) — continuada em King of Thorns e finalizada em Emperor of Thorns — e foi escrito pelo autor norte-americano Mark Lawrence, tendo sua edição original publicada pela primeira vez no ano de 2011 pela editora Ace/Voyager. No Brasil, o livro foi publicado pela primeira vez no ano de 2013 pela editora Darkside Books, mantendo seu título original.

A trama


Sinopse:

"As estradas do Império Destruído. Um cenário abandonado há milênios pelos enigmáticos Construtores. É nessa nova era medieval que o Príncipe Honório Jorg Ancrath se vê obrigado a amadurecer para saciar seu desejo de vingança e poder.

Jorg testemunhou o brutal assassinato da rainha-mãe e de seu irmão caçula, ainda criança. Jogado à própria sorte em um arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. Quatro anos depois, o Príncipe dos Espinhos lidera uma irmandade de assassinos. E sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram."


"Prince of Thorns" nos apresenta ao Honório Jorg Ancrath, o Príncipe de Ancrath e herdeiro do trono que vê sua mãe e irmão mais novo serem assassinados em sua frente a mando de um conde de um reino vizinho. Numa tentativa desesperada de salvá-lo, o capitão da guarda que os escoltavam jogou Jorg em um arbusto. Esse arbusto, no entanto, era um arbusto de roseira-brava e lá ele ficou, imobilizado pelos espinhos enquanto via sua mãe e seu irmão William sendo mortos a sangue-frio pelos homens do Conde Renar.

Quatro anos depois de ser resgatado pelos homens de seu pai e fugido de Ancrath, Jorg lidera uma irmandade de assassinos, devastando vilarejo e causando as maiores maldades imagináveis enquanto busca vingança pelo que aconteceu há quatro anos.

Personagem principal forte e muito bem construído...


"Prince of Thorns" é um livro complicado de se entender. A trama é narrada em primeira pessoa pelo próprio Jorg e, embora a trama não seja grande coisa, afinal de contas é mais um buscando vingança pela morte de sua família, uma das coisas que mais chama a atenção conforme viramos as páginas é a personalidade de Jorg.

Mark Lawrence conseguiu criar um personagem de personalidade muito forte. Jorg é um sociopata (e também psicopata, louco, assassino, pirado, maluco, perturbado) que não mede esforços para conseguir o que quer. Isso quer dizer que, se tiver de matar pessoas próximas dele para conseguir algo, ele o fará. Passará por cima de mil pessoas se for preciso, sejam elas mulheres, crianças, amigos ou familiares.  Durante a narrativa, nós vemos Jorg fazendo coisas impressionantes, absurdas e até mesmo cruéis e as únicas coisas que vão tentar te impedir de odiá-lo completamente são: o motivo dele estar fazendo isso e o fato de você saber o que ele pensa.

Quando se trata da construção do personagem principal, pelo menos, Mark Lawrence merece palmas e mais palmas.

... mas num mundo problemático.


E, se Mark Lawrence faz um trabalho excepcional na hora de criar Jorg, o mesmo não pode ser dito dos personagens à sua volta. A outra larga gama de personagens não tem quase nenhum carisma e quase nada sabemos de suas personalidades ou até mesmo características. Alguns personagens recebem uma pequena descrição sobre sua personalidade antes dos capítulos, através do ponto de vista do próprio Jorg, mas outros nem ao menos têm essa honra. De outros personagens além de Jorg que eu simpatizei, por exemplo, apenas o seu pai, Rei Olidan Ancrath, se sobressai.

Alguns personagens são apresentados no começo da história, embora algumas de suas características físicas, por exemplo, são ditas 30, 50 ou até 100 páginas depois! Para você ter uma ideia, alguns personagens da irmandade de assassinos de Jorg existem e estão presentes ao lado do personagem principal desde o início, mas nós só vamos ouvir falar dos nomes deles ou alguma característica só uma centena de páginas depois! Personagens morrem sem nem mesmo terem sido apresentados, como "E então Fulano acabou morrendo. Ele era tal pessoa de tal lugar". Pois é.

Uma coisa que pode ser considerada um problema para alguns é que todas as falas do livro são feitas com aspas ao invés do característico travessão. Não foi um problema para mim e sim um desconforto, mas é tudo questão de costume e em pouco tempo você já se adapta.

A narrativa do livro também é meio confusa. Em uma frase, por exemplo, que vemos logo no início, temos isso: "O Irmão Burlow não é estúpido. Sua papada se mexe quando ele fala, mas ele não é estúpido".

A questão é: o autor deveria citar as características dos personagens? Sim! Mas ele deve fazer isso inserindo uma característica numa frase completamente fora desse sentido? Não! Mas é isso que Mark Lawrence faz, mais de uma vez!

Os capítulos da obra são extremamente curtos, coisa de quatro à sete páginas e raramente algum passa disso. Mark Lawrence não perde muito tempo descrevendo cenários, pessoas ou acontecimentos — sendo as cenas de lutas as partes mais descritas —, o que dá uma certa fluidez à narrativa. Exceto quando o autor exagera demais! Em determinado momento, Jorg e seus assassinos saem de um castelo para irem até outro em uma viagem de mais de 100 quilômetros, à pé, e essa jornada é feita em questão de uma página! Porra, Mark Lawrence!

Pra finalizar por aqui, tenho que dizer também que a parte final da narrativa é um tanto corrida, ainda mais do que o resto do livro, embora o final seja um tanto surpreendente.

A incrível edição da Darkside Books


Falando um pouco do livro em si, tenho que dizer que essa foi a primeira vez que peguei um livro da Darkside e, sinceramente, fiquei impressionado com o que vi. O livro inteiro é muito, mas muito bonito. Com acabamento em capa dura — com uma ótima sensação de capa emborrachada ou aveludada —, uma linda contracapa vermelha, uma bela página preta ilustrada com um desenho no ínício de cada capítulo, letras capitulares e páginas costuradas no livro, a edição brasileira de "Prince of Thorns" é um colírio para os olhos. Realmente, palmas pra editora!

Já no quesito diagramação, eu encontrei apenas UM erro de concordância, nada que incomode ou prejudique a narrativa. Apenas um deslize do revisor.

Vale a pena?


Sinceramente, eu não sei direito. Na internet à fora, eu vi diversas pessoas rasgando elogios a "Prince of Thorns", dizendo ser um livro fantástico, Mark Lawrence sendo um dos melhores autores da literatura fantástica moderna, ao lado de nomes como Brandon Sanderson, Joe Abercrombie, Robin Hobb e até George R.R. Matin, veja bem! E, no fim das contas, o que eu vi nem foi tudo isso.

Com uma narrativa simples, um tanto clichê e rápida, mas confusa, "Prince of Thorns" é mais um livro medieval em meio à tantos outros. Se você tiver alguma outra opção, como "As Crônicas de Gelo e Fogo", "Mistborn", "As Crônicas de Artur" ou "A Roda do Tempo", vá atrás desses.

No mais, se você gosta de livros de fantasia medieval, "Prince of Thorns" é mais uma opção dentre muitas outras e você talvez se divirta, pelo menos graças ao tema abordado. Mas se nem desse tema você gostar, provavelmente não vai ser "Prince of Thorns" o responsável por te trazer à essa temática.



Outras capas:





sábado, 15 de novembro de 2014

Excalibur, de Bernard Cornwell - Resenha



Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
Gênero: Medieval, Guerra, Fantasia

529 páginas


Excalibur


Excalibur é o terceiro e último livro da trilogia As Crônicas de Artur (The Warlord Chronicles) — iniciada em O Rei do Inverno (The Winter King) e continuada em O Inimigo de Deus (The Enemy of God) — e foi escrito pelo autor britânico Bernard Cornwell, tendo sua edição original publicada pela primeira vez no ano de 1997 pela editora Penguin Group. No Brasil, o livro foi publicado pela primeira vez no ano de 2003 pela editora Record.

Cuidado com possíveis SPOILERS dos livros anteriores a seguir:

A trama


Sinopse:

"Nesse último episódio, a Britânia está mergulhada em trevas profundas. O Rei Mordred governa com mão-de-ferro, e Artur, separado de Guinevere após ser traído por ela, vê seus sonhos de paz desmoronarem. Em sua eterna luta para unir todo o reino, Artur enfrenta inimigos poderosos e inesperados: os antigos Deuses britânicos, que poderão ser combatidos apenas com a conversão de Artur ao cristianismo. Um conflito que tem seu clímax na Batalha do Mynyd Baddon, um combate memorável que originou as lendas em torno de Artur que chegaram até os nossos dias.

Excalibur encerra a trilogia iniciada com O Rei do Inverno, levando aos leitores a vida de Artur e seu mundo com uma nitidez espantosa, jamais conseguida em outras narrativas. É a história de um homem que luta por seus ideais em uma era brutal, prejudicado por suspeitas e magias do passado, rodeado por intrigas, e que depende apenas de sua habilidade na guerra e do talento para a liderança um romance empolgante que revela fatos históricos sobre Artur e seu mundo, imortalizados por bardos que há séculos cantam e contam as aventuras do maior herói de todos os tempos."


Como eu já citei nas minhas resenhas de "O Rei do Inverno" e "O Inimigo de Deus", a trilogia d'As Crônicas de Artur tratam a história do famosíssimo Rei Artur de uma maneira mais crível e realista (aos moldes d'As Crônicas de Gelo e Fogo), sem magia e muito mais cruel onde reis estupram mulheres e saem impunes, por exemplo.

Em "Excalibur" o clima é sombrio, onde Artur reina a Dumnonia amargamente depois dos acontecimentos do livro anterior e prepara para lidar com a grande guerra que irá acontecer agora que os dois reis saxões, Aelle e Cerdic, uniram suas forças e se preparam para invadir a Britânia num ataque avassalador. Ao mesmo tempo, Merlin e Nimue fazem os preparativos para o grande ritual que trará os antigos Deuses de volta à Britânia e um grande inimigo surgirá de onde menos se espera. Esse é o enredo final d'As Crônicas de Artur.

Em reta final, empolgante e imprevisível


"Excalibur" é imprevisível e muito empolgante, prendendo o leitor enquanto ele vira as páginas sempre querendo mais. Tudo se resolve aqui e esse é, de longe, o livro mais intenso da trilogia.

Ao contrário de seus antecessores, "Excalibur" não sofre de monotonia nas suas primeiras páginas e tudo flui muito bem. Cornwell vai preparando o terreno na primeira parte do livro para explodir com tensão e reviravoltas nas três partes seguintes.

A narrativa ainda é feita por Derfel Cadarn, em primeira pessoa, e continua sendo extremamente descritiva, característica marcante do autor.

Tudo é muito bem-construído, você se importa com os personagens e se desespera quando algo de ruim acontece. Há momentos de fúria, momentos tristes e momentos bonitos, tudo muito bem detalhado pelo autor. Entre algumas coisas que posso ressaltar do meu gosto pessoal, está a capacidade de Cornwell de te fazer odiar um personagem de quem você já sentiu pena e compaixão antes.

Não há muito o que dizer aqui, exceto de que é impossível não se envolver com os personagens. Como diz uma resenha da Aline Welinsky no Skoob: "É impossível não se envolver com a história de Derfel e Ceinwyn, se entristecer com Tristan e Isolda, sentir raiva de Lancelot, rir com Merlin, sentir arrepios por Nimue e querer pessoalmente castrar, destruir e esmigalhar Mordred."

Vale a pena?


Com toda a certeza do mundo!

Se você ainda não leu os dois outros livros, você não tem ideia do que está perdendo! E, se você já leu os outros livros, corra atrás de "Excalibur" para ver o desfecho impressionante que dá fim à história de Derfel e Artur. Um livro recheado de reviravoltas, traições e cenas de tirar o folego merece toda a atenção dos leitores, principalmente aqueles que já simpatizam com histórias medievais e guerras entre reinos. Você tem que ler As Crônicas de Artur.



Outras capas:




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida, de Eduardo Spohr - Resenha



Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Gênero: Fantasia
Páginas: 433

Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida 


Herdeiros de Atlântida é o primeiro livro da série "Filhos do Éden" — continuada em Anjos da Morte e que será finalizada em Paraíso Perdido — do Eduardo Spohr, um dos poucos autores brasileiros de fantasia que temos, ele é o mesmo escritor do Best-Seller A Batalha do Apocalipse, e esta é sua primeira trilogia.

A trama


A história se passa no mesmo universo de A Batalha do Apocalipse, porém muitos anos antes, tem como foco Kaira, uma Ishin (para saber mais sobre as castas dos anjos, leia aqui), uma das líderes do exército do arcanjo Gabriel que está em guerra com seu irmão, o arcanjo Miguel.

Ela é mandada à Terra em uma missão, porém aprisionam uma alma humana à dela ocasionando uma perda de memória, com isso (agora é onde realmente começa o livro) mandam dois anjos atrás dela Levih e Urakin. E a partir disso começa o desenrolar da história, que revelam tramas, conspirações e uns planos cabulosos, mas não falarei muito, por que né... meu objetivos não é mandar spoilers.

Ponto forte


O quem mais me chamou atenção no livro é a divisão por castas, mas como já disse, isso já foi falado em outra resenha (se você esta curioso, vou falar de novo: leia aqui), então vou falar de algo diferente para assim não ficar repetitivo para quem já leu a crítica de A Batalha do Apocalipse.

Algo que me chamou muita atenção foi a batalha final, entre Kaira, Ishin do fogo, e Andrir, um Ishin do Gelo, só pelos elementos já da pra ter uma noção, não?

Sim, foi praticamente uma luta de anime, um negócio imensurável de jogar fogo de um lado, parede de gelo pra defender, bola de fogo, espada de gelo e por aí vai, por mais bobo que pode parecer, é divertido ler essas cenas.

Ponto fraco


Eduardo Spohr utiliza e muito do clichê desde a descrição dos personagens, no roteiro e assim por diante, por exemplo: o cara durão ter que usar jaqueta de couro e coturno, e isso deixa um pouco previsível o roteiro, e cansativo também. Os personagens tem até algumas falas que são as mais clichês possíveis.

Vale a pena?


Se você é um cara que gosta do tema de anjos, demônios ou tem curiosidade para ler um livro de um autor brasileiro, recomendo e muito o livro, mas se você está procurando algo do tipo "quero ler o melhor livro da minha vida", continue procurando. Herdeiros de Atlântida é bom, mas não é O livro.

O Olho do Mundo, de Robert Jordan - Resenha



Autor: Robert Jordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia, Medieval
798 páginas


O Olho do Mundo


O Olho do Mundo (The Eye of The World) é um livro de fantasia medieval e é o primeiro volume da gigantesca saga de 14 volumes de A Roda do Tempo (The Wheel of Time) — continuada em A Grande Caçada (The Great Hunt), O Dragão Renascido (The Dragon Reborn) e os livros que ainda não foram publicados aqui no Brasil: The Shadow Rising, The Fires of Heaven, Lord of Chaos, A Crown of Swords, The Path of Daggers, Winter's Heart, Crossroads of Twilight, Knife of Dreams, The Gathering Storm, The Towers of Midnight e finalizada em A Memory of Light, contando com um prólogo chamado de A New Spring (ufa!) — escrito pelo autor americano Robert Jordan — pseudônimo de James Oliver Rigney Jr. —, tendo sua versão original publicada pela primeira vez no ano de 1990 pela editora Tor Books. No Brasil, o livro foi publicado pela primeira vez pela editora Caladwin no ano de 2009, mas, depois de sua falência, a editora Intrínseca comprou os direitos da saga e passou a publicá-la por aqui, em 2013.

Vale ressaltar que os três últimos livros da série (The Gathering Storm, The Towers of Midnight e A Memory of Light) foram escritos por Brandon Sanderson com base nos manuscritos de Robert Jordan após sua morte, em 2007.

A trama


Sinopse:

"Um dia houve uma guerra tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e, de novo, tudo se fragmentará."


A trama de "O Olho do Mundo" se foca em Rand al'Thor, um jovem pastor que vive com seu pai, Tam, na pacata aldeia de Dois Rios, esquecida pelo resto do mundo, onde os seus moradores podem seguir suas vidas sem as preocupações de fora (seria clichê se não fosse de 24 anos atrás). Com a chegada do fim do inverno, todos os moradores se preparam para o festival anual do Bel Tine quando dois estranhos chegam à aldeia, uma mulher chamada Moiraine e um homem misterioso chamado Lan.

Tudo ia bem até a vila ser atacada por um bando de Trollocs, criaturas das trevas que até então "só existiam em lendas". Rand e seus amigos resolvem fugir, liderados por Moiraine e Lan, que lhes revelam quem são e que o Tenebroso (a personificação de tudo o que é mau. O próprio Diabo em si, em outras palavras) está atrás deles. Os jovens iniciam, então, uma jornada pelo mundo, além dos limites de sua aldeia, de onde eles nunca saíram.

Como eu disse, a história parece ser meio clichê. Mas é bom relevar, considerando que o livro começou a ser escrito em meados de 1980 e publicado só em 1990!

O universo de Jordan, semelhanças e inspirações


Todo o universo criado por Robert Jordan é incrível, sem mais. É inegável que o autor foi muito criativo e que seu universo é grandioso e extremamente rico. Quando estava bolando essa resenha, jurei pra mim mesmo que não iria comparar a obra de Jordan com as de Tolkien, mas é impossível. Há muita influência de Tolkien por aqui. E isso vai desde as criaturas criadas até o grande mapa múndi, que apenas a Terra-Média tinha trazido até então. Seres como trollocs, draghkars, ogiers e myrddraals são apenas alguns dos tantos outros, e que comprovam que Jordan teve uma preocupação em criar algo original. Por enquanto, nenhuma criatura mitológica já conhecida, como o clássico Dragão, por exemplo, figurou na saga, o que mostra que o universo é totalmente novo.




Por mais que não hajam muitas outras raças civilizadas além dos humanos (existe apenas uma outra), como elfos, anões, hobbits e sabe-se lá o quê mais, o mundo ainda é bastante rico, com diversas culturas que contribuem para as diferenças no universo "Jordaniano".

Além disso, ainda há a linha do tempo com todos os acontecimentos do passado. Os personagens não são simplesmente jogados em meio a um mundo sem história. Tudo aqui no universo tem um porquê, mais ou menos como Tolkien fez em O Silmarillion, embora não seja tudo explicado nesse primeiro livro.


A narrativa de Jordan prende o leitor, te fazendo querer saber o que vai acontecer no próximo capítulo. Há partes em que a ação corre desenfreada, recheada de fantasia ao extremo, mas também existe um momento onde o ritmo diminui e a história dá uma engasgada, mas isso não chega a durar muito tempo e logo tudo volta ao seu ritmo padrão. A escrita também é muito fluida e simples. O autor consegue descrever muito bem os cenários (não à exaustão, como Tolkien e Cornwell) e principalmente as situações. Há algumas partes no meio do livro que te fazem sentir pena dos protagonistas, e isso é muito bom.

Problemas


A edição da editora Intrínseca é simples e bonita. Conta com orelhas, páginas amareladas e acabamento em brochura, com uma capa bem simples mas que faz todo o sentido assim que você começa a adentrar no universo da obra, entretanto existem alguns erros como palavras no singular quando deveriam estar no plural e letras trocadas (como "s" ao invés de "a", mas isso só aconteceu uma vez), mas nada que comprometa a narrativa. São erros mínimos e que passaram por descuido de quem revisou a tradução.

Vale a pena?


Se você ama livros de fantasia, como eu, O Olho do Mundo é quase indispensável para sua estante. Seja pela criatividade do mundo de Jordan ou sua narrativa, o livro merece pelo menos uma chance. O final era um tanto esperado, ao menos por mim, mas ainda sim bastante satisfatório e que me deixou ansioso para o próximo livro. Esse que chegou à lista dos mais vendidos do The New York Times em sua época e que foi considerado a maior obra de literatura fantástica desde O Senhor dos Anéis (e, antes que você diga "As Crônicas de Gelo e Fogo", lembre-se da data) merece uma conferida, não acha?



Outras capas: