Nós esperamos, esperamos e esperamos. A cada nova screenshot, a cada novo trailer, a ansiedade subia à níveis gigantescos...
E foi então que surgiu aquela bomba, do gamer que conseguiu finalizar o jogo em menos de 10 minutos. Essa polêmica ganhou mais força quando foi confirmado, oficialmente, que o "game" traria uma única missão. Missão essa que serviria de prólogo para os futuros acontecimentos de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, a sequência definitiva dessa que é uma das sagas mais confusas e, ao mesmo tempo, mais sensacionais de todos os tempos.
Estou falando de Metal Gear Solid V: Ground Zeroes. Jogo extremamente polêmico. Será que ele realmente consegue entregar a característica boa sensação que todo Metal Gear já entregou ou é apenas um produto extremamente patético e mercenário?
Aqui, nós tomamos o controle do lendário Big Boss e os acontecimentos se passam após os acontecimentos de Metal Gear Solid: Peace Walker. Na pele de Big Boss (ou simplesmente Snake, como era chamado), a missão é resgatar dois prisioneiros — o garoto Chico e a agente Paz (ambos já apareceram em Peace Walker) — de uma base americana em Cuba. Os dois foram capturados pelo misterioso grupo XOF (esse nome não parece familiar?), que é comandado pelo ainda mais misterioso e sinistro Skull Face, que tem planos de descobrir (através de Paz e Chico) informações sigilosas do Metal Gear Zeke e a localização de Zero (personagem esse que também já apareceu anteriormente) já que ambos os prisioneiros têm contato com Snake.
Quem jogou os outros jogos da franquia (Peace Walker acima de todos) vai se sentir em casa aqui. E quem não jogou também não vai se perder, considerando que temos um modo chamado "Contexto" no menu do jogo que explica um pouco dos acontecimentos do game passado. Temos também a apresentação de cada novo personagem que aparece, quando surgem na tela o nome completo do personagem e alguma informação de destaque.
Considerando a parte gráfica, é possível afirmar com toda a certeza: o game está lindo! Ground Zeroes é apresentado rodando com a FOX Engine à todo vapor, e ela é MUITO poderosa. Seja na modelagem de personagens, que é quase perfeita, na modelagem do cenário, na fantástica iluminação, na altíssima qualidade das texturas ou nos detalhes, como as gotas de chuva escorrendo no rosto do personagem ou molhando a terra do chão, o novo motor gráfico dá um show. E não é só na nova geração: tanto o Xbox 360 quanto o Playstation 3 têm título tão bonitos quanto (aos seus padrões, claro). É lógico que a maioria dos detalhes são diminuídos, mas, ainda sim, o game é bem bonito.
Já na parte da jogabilidade, a Kojima Productions ganha mais um ponto. Nunca foi tão bom e fluído jogar Metal Gear como foi em Ground Zeroes. Big Boss está ágil, forte o suficiente para usar o CQC de maneira
Ainda na jogabilidade, vale ressaltar que podemos dar um passeio com alguns veículos, como jipes e caminhões, e a jogabilidade dentro deles também é muito boa. E, também vale dizer que o game tem algumas mini-missões paralelas para serem cumpridas, o que incrementa mais no tempo de jogo.
O lado sonoro do game também está impecável. Os efeitos sonoros dos tiros, da chuva ou dos movimentos dos personagens estão muito bons. E ainda temos a mudança no dublador do Snake, que antes era interpretado por David Hayter, agora ele é interpretado por Kiefer Sutherland (o eterno Jack Bauer). O trabalho do ator ficou muito bom também e sua voz conseguiu se encaixar perfeitamente no personagem. Algumas pessoas (principalmente os saudosistas mais chatos) talvez reclamem, mas todos sabemos que sempre vai existir alguém assim.
A trilha sonora também está muito boa, seja com as músicas orquestradas para os momentos de ação ou as músicas registradas, para os momentos mais calmos, como a Here's To You, de Ennio Morricone.
Metal Gear Solid V: Ground Zeroes é um jogo excelente. Ao contrário do que a maioria das pessoas dizem ou pensam, esse jogo não dura apenas 20, 30 minutos. Pra terminá-lo, fiquei mais de duas horas na frente da TV. Ok, isso também não é um grande tempo, mas não é tão ruim como o supracitado. Aliás, a curta duração pode até ser um ponto negativo, mas não prejudica em nada a diversão proporcionada. Como já disse, temos as mini-missões para incrementar e, depois de terminado o jogo, ainda são liberados desafios que incrementam ainda mais ao jogo, aumentando mais umas 2 ou 3 horas de jogatina. Vale a pena gastar os 30 dólares (ou 20, nas versões de 360 e PS3) nele. Agora só nos resta esperar por Metal Gear Solid V: The Phantom Pain que, se seguir o padrão de excelência de seu prólogo, vai ser mais um jogão para se ter.
AVALIAÇÃO: 4/5
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