| Pela imagem, o jogo parece interessante, não? |
Lançado em 2014, Rambo: The Video Game foi produzido pela desconhecida Teyon e distribuído pela ainda mais desconhecida Reef Entertainment (pelo menos por mim, que só a conheço por um jogo além de Rambo: Free Running).
O jogo promete compilar e repassar toda a emoção dos 3 primeiros filmes da franquia do soldado americano mais sanguinário do mundo, estrelado por Sylvester Stallone: John Rambo. Dessa maneira, "o jogador se diverte" com as aventuras do soldado, passando por lugares como Washington, Vietnã e Afeganistão, assim como nos filmes.
Como você pode ver, a premissa do jogo é muito boa, que pretende retratar fielmente os acontecimentos do filme, para agradar, ao menos, os fãs do soldado. NÃO!
De tantos pontos negativos, vejo que o mais sensato seria citar o, talvez único, ponto positivo do game, o que mais chama atenção (e o que justamente o que quase todo mundo odiou quando viu) é o estilo do game, chamado de Shooter On-Rails. Esse estilo de jogo já foi amplamente aproveitado por clássicos como The House of The Dead e Time Crisis, e mais recentemente por Resident Evil: The Umbrella Chronicles e Resident Evil: Darkside Chronicles. Aqui, ele se assemelha mais com Time Crisis, já que te dá a opção de se esconder atrás de obstáculos para se proteger dos inimigos, e ainda conta com uma funcionalidade também bastante usada (inclusive revivida por jogos como Gears of War) que é, se você aperta o botão de carregar no momento certo, é recompensado com o dobro de munição, o que é uma adição um tanto bem-vinda.
Mas, o que pode ser considerado aceitável termina por aí. Ainda falando de jogabilidade, o jogo tenta passar emoção através de QTEs (quick time events) em certas cenas. Enquanto, na teoria, isso é uma ideia legal e pode complementar na experiência final, na prática é totalmente o contrário já que os controles são extremamente imprecisos e muitas vezes deixam de responder (ou não respondem no tempo certo), o que pode causar desconforto e raiva em muitos.
O jogo conta com um modo rage em que a tela muda de cor, a força das armas aumenta e seu HP regenera a cada inimigo morto, além de te recompensar com XP. Mas, esse sistema é bem bugado. As vezes, o jogo vai travar nesse modo, e você vai ter que jogar com a tela alaranjada e terá que ouvir Rambo gritando o tempo inteiro, até alguém conseguir te matar.
Contando com gráficos muito datados em pelo menos meia-década (algo que deixou muita gente indignada, pra um jogo lançado em 2014), a coisa consegue piorar ainda mais: A inteligência artificial é extremamente porca. É bem comum encontrar não poucos, mas muitos inimigos que estão ali apenas para preencher espaço. Ficam parados, imóveis (às vezes nem atiram), apenas esperando pela morte. E mesmo quando isso não acontece, ainda ocorrem outros problemas: Os inimigos não têm tática alguma, não tentam flanquear e nem ao menos se protegem de seus tiros. Simplesmente lamentável.
| Aqui, nem as aparências conseguem enganar. O jogo é feio mesmo. |
Ainda na direção de arte do game, é bom ressaltar que a equipe de desenvolvimento não teve nem ao menos a decência de criar 4 ou 5 modelos diferentes de personagens, portanto a sensação que você pode ter é de estar sempre encontrando uma grande família de gêmeos que resolveram seguir a mesma carreira.
E, falando na competência da equipe, vale ressaltar que esses malditos nem ao menos convocaram o Stallone para dublar o seu personagem. Ao invés disso, eles introduziram partes do áudio dos filmes, em uma mudança descarada entre a dublagem do jogo (que é quase inexistente) e o áudio copiado, tirando todo o clima (se é que o game consegue criar algum clima).
O sistema de evolução do jogador é ruim, desbalanceado e pode quebrar o game rapidamente. Em pouco tempo de jogo, é possível liberar perks extremamente absurdos, como recuperar seu HP a cada headshot acertado ou aumentar o dano causado pelas suas armas em cerca de 50%. O mesmo pra sua resistência a dano.
Ah, Rambo: The Video Game conta com um modo coop. Não que seja o tipo de pessoa que vai fazer o seu amigo sofrer pra jogar isso também. Não seja essa pessoa.
Um jogo que tem apenas um ponto positivo (e que as vezes é mal executado) e tantos outros negativos não vale nem um centavo do seu dinheiro, principalmente pelo preço que é vendido (cerca de R$ 70). Rambo: The Video Game falha em agradar qualquer tipo de jogador, seja ele casual, hardcore, fã de shooters on-rails ou fãs dos filmes. Passe longe.
AVALIAÇÃO: 0.5/5
| "Péssimo" |
Nota: Vale lembrar que a Reef Entertainment comprou os direitos dos dois primeiros filmes de Exterminador do Futuro, ou seja, muito provavelmente vamos ter anúncios de algum jogo baseado no universo da Skynet em breve. Podem começar a chorar.



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