Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Sextante (hoje publicado sob o selo "Arqueiro")
Gênero: Medieval, Fantasia
656 páginas
O Nome do Vento
O Nome do Vento (The Name of the Wind) é um livro de fantasia medieval e é o primeiro volume da trilogia A Crônica do Matador do Rei (The Kingkiller Chronicle) — continuada em O Temor do Sábio (The Wise Man's Fear) e que será finalizada em Os Portões de Pedra (The Doors of Stone, que ainda não foi lançado lá fora) —, escrito pelo autor norte-americano Patrick Rothfuss, tendo sua versão original sendo publicada pela primeira vez no ano de 2007 pela editora DAW Books. No Brasil, o livro foi publicado pela primeira vez em 2009 pela editora Sextante e hoje se encontra sob o selo Arqueiro.
A trama
A trama dessa vez é centrada em Kvothe, um daqueles grandes heróis que as histórias contam. O boca a boca, porém, desfez sua verdadeira história, e hoje ninguém sabe se ele era bom ou mal, ou até mesmo se ele já existiu. A única pessoa que sabe a verdadeira história é o próprio Kvothe, que atualmente se esconde sob a fachada uma pousada como um simples hospedeiro, agora sob o pseudônimo de Kote. Em um dos muitos dias pouco movimentados da hospedaria, um grande cronista aparece e convence Kote a contar a sua história. "Três dias é o tempo que vai durar" ele diz. "O Nome do Vento" é o primeiro dia.
A história do primeiro dia abrange a infância de Kvothe até por volta dos dezesseis anos, passando pelos tempos em que ele era um garoto que vivia na estrada com sua família — uma trupe de artistas chamados de Edena Ruh —, a morte de seus pais por um misterioso grupo chamado de O Chandriano, a sua vida como mendigo nas ruas da cruel cidade de Tarbean até o seu ingresso na famosa Universidade.
A história do primeiro dia abrange a infância de Kvothe até por volta dos dezesseis anos, passando pelos tempos em que ele era um garoto que vivia na estrada com sua família — uma trupe de artistas chamados de Edena Ruh —, a morte de seus pais por um misterioso grupo chamado de O Chandriano, a sua vida como mendigo nas ruas da cruel cidade de Tarbean até o seu ingresso na famosa Universidade.
A narrativa
A narrativa de "O Nome do Vento" é muito boa. Ela começa meio devagar, narrando em terceira pessoa a vida de Kvothe na hospedaria até a chegada do Cronista e o momento em que o hospedeiro começa a contar a sua história. A partir daí, a história vai para o passado passa a ser narrada em primeira pessoa pelo próprio Kvothe, tendo algumas interrupções para mostrar o que acontece no tempo presente, na pousada.
O livro pode, basicamente, ser dividido em três partes:
A primeira parte, quando Kvothe ainda está na trupe, onde, em uma de suas viagens, ele conhece um velho que com o tempo se tornaria uma espécie de mentor para o garoto. Aqui vemos o quanto ele é inteligente, o vemos lidando pela primeira vez com a magia (aqui retratadas como "simpatias"), presenciamos o momento em que ele descobre a existência dos "nomes das coisas", que faria com que as coisas te obedecessem, inclusive "o nome do vento", e também vemos o amor profundo de seus pais.
A segunda parte, onde Kvothe mais parece um animal selvagem, vivendo nos becos imundos da cidade de Tarbean, enquanto se preocupa apenas em lutar para sobreviver dos perigos como bandidos, assassinos e a fome.
E, por fim, a terceira parte, onde vemos o garoto miserável: sem dinheiro, sem roupas (apenas a que está usando) e ainda sim lutando para ingressar na Universidade. Aqui, a história se parece levemente com a de Harry Potter, aonde vemos Kvothe fazendo alguns amigos. Ainda temos o seu romance com uma menina, o seu talento com a música e seu dom de arranjar confusões (aqui ele tem tempo para arranjar um inimigo).
Um dos principais pontos é a escrita. Patrick Rothfuss conseguiu usar as palavras de uma forma esplendida, fazendo com que elas transmitam sensações, como na parte em que ele descreve a música que Kvothe está tocando, você sente tudo. Em muitos momentos você irá se empolgar com o que está acontecendo.
Vale a pena?
Nessa obra de estreia de Rothfuss, somos agraciados com uma bela história e personagens cativantes em um universo fantasioso e interessante. Se você procura por uma boa história de fantasia, não com orcs, trolls, goblins e dragões, mas que consegue cativar o leitor, essa é o livro perfeito pra você. Só é necessário avisar que você não vai conseguir largá-lo. Leia sem moderação.



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