terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Robocop - O filme, quem diria, é bom (Crítica)



Eu fui assistir ao reboot de Robocop, do senhor José Padilha. Na real, eu só acabei indo porque era um filme holywoodiano dirigido por um brasileiro, no fim das contas: eu fui com as expectativas tão altas quanto o meu dedão do pé.

E, depois de 1 hora e 57 minutos, eu sai feliz do cinema. Há um bom tempo que eu não assistia (no cinema) um filme que me fizesse "sentir bem", um filme que não é nada de espetacular mas é legal de assistir. Vamos aos pontos:

Como eu já disse, eu fui com expectativas baixíssimas, mas — graças aos deuses de todas as religiões possíveis — eu queimei minha língua: O filme do Padilha, quem diria, é bom.

Já falando no fato de que José Padilha conseguiu fazer milagres com esse filme. Mesmo enquanto sofria com toda a pressão e manipulação da produtora, e sendo obrigado a fazer um filme com censura 14 anos, ele conseguiu fazer e entregar um trabalho muito competente.




Então, começando pelo quesito atuação: Os atores trabalham muito bem, a atuação é quase excelente, com pouquíssimos deslizes aqui ou ali (talvez com exceção de Joel Kinnaman, o próprio Robocop, que é mais robô quando humano do que quando robô), que não comprometem em nada o filme. Afinal de contas o elenco é de peso, contando com Samuel L. Jackson, Michael Keaton e Gary Oldman.

Já falando sobre o filme em si: As cenas de ação, por exemplo, são muito bem colocadas no momento certo e são bem fluídas também. Nada de exageros aqui. O diretor carioca conseguiu criar o seu próprio Robocop sem se distanciar muito daquele proposto por Paul Verhoeven.

O novo Robocop (nesse caso, o personagem) não deve em nada para o clássico. Aqui, a reflexão é a mesma: O que aconteceria se um homem fosse fundido à uma máquina? Ou se as emoções humanas transpassassem as diretrizes do computador? José Padilha consegue aplicar isso muito bem aqui, e ainda dar um tom bem mais dinâmico para o seu personagem (o novo Robocop pode correr e saltar por exemplo), algo que, nos moldes desse remake, caiu como uma luva.

Resumindo: O remake do Padilha não deve em nada para o de Verhoeven, seguindo os moldes atuais, claro. O filme possui uma história muito simples, nada de complexidade, mas consegue desenvolver os personagens suficientemente bem. Aliás, o jogo de câmeras lembra muitos os usados em ambos os Tropa de Elite, principalmente nas cenas de ação. E, como não podia faltar, há várias referências ao primeiro filme, como a armadura clássica ou a música tema.

Não. Esse filme não vai causar o mesmo impacto que o Robocop de Paul Verhoeven causou. São novos tempos, violência extrema em filmes já não é novidade pra ninguém.

Como uma pequena observação, quero deixar bem claro aqui como a atuação de Michael Keaton e de Gary Oldman foram simplesmente sensacionais. Aliás, eu digo que para Batman VS Superman, Michael Keaton daria um bom Lex Luthor!


NOTA FINAL: 3/5

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